Reflexões sobre esse conhecimento estranho e fascinante que faz com que, ainda hoje, 25 anos depois dos primeiros livros e primeiros mapas, eu me surpreenda quando encontro, em um mapa, o retrato simbólico exato de uma vida real.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Compatíveis incompatíveis

                                Todo mundo que estuda astrologia tem um momento - no começo dos estudos - em que acredita que encontraria a sua alma gêmea, o amor dos amores, o relacionamento perfeito em alguém que tivesse o sol assim, a lua assado e o ascendente cozido.  Melhor dizendo: fantasiamos um mapa ideal para combinar com o nosso.  Eu passei por isso, digo, sem vergonha,  e a musa da minha imaginação apareceu um dia em carne, osso e dentes.  Conversa vai conversa vem com aquela criatura na beira da piscina descobri que ela tinha o mapa dos meus sonhos, foi quando, ao som de harpas celestiais, me elevei até o céu.  Na primeira saída à noite, um barzinho revelou que a minha musa fumava e se afogava em caipirinha.  Caí do céu.  Cheiro de álcool e cigarro é tudo o que não espero em um beijo.  Havia, sim, um bem estar, um prazer de estar na presença um do outro, que caracteriza uma boa sinastria.  Um bom relacionamento significa pessoas que são boas ouvintes uma da outra e isso nós tínhamos.  Mas existem fatores extra-astrológicos que podem ser barreiras intransponíveis quando se trata de relacionamento íntimo.  No caso, ficamos na amizade, admiração mútua e respeito pelo estilo de vida escolhido por cada um.  Parafraseando o bardo inglês, há mais entre nós e nosso mapa do que supõe nossa vã astrologia.